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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Em resposta a "O cobrador das quotas do Alverca"

Pois é, caro Rodrigo...
O associativismo tem destas vicissitudes, é levado a cabo por pessoas que, depois dos seus empregos e das lidas da casa, rumam às colectividades para dar um contributo para uma sociedade melhor.
Quem nelas contribui compreende as dificuldades, ajuda a ultrapassá-las e cresce por dentro como ser humano social e interventivo e por fora, porque se alia a outras pessoas, estabelecendo relações de amizade e cooperação que desenvolvem o sentido cívico.
Não sei se alguma vez experimentou participar activamente numa associação, constato no entanto, que perspectiva formas de funcionar diferentes, eventualmente mais eficazes... Pois então, proponho que não se limite a criticar, experimente ir mais longe, envolva-se numa ou mais associações e contribua activamente. Aposto que vai ficar surpreendido pela positiva com a generosidade e o esforço dos voluntários que encontrar.

Esta foi a minha resposta a "O cobrador das quotas do Alverca" de Rodrido Bentes Camacho publicado n'O MIRANTE ONLINE a 27.Mai'10.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009

...insólito mas verdadeiro...


Sou só eu que acha isto absurdo!?

E o problema não é de todo inédito... Pelo contrário! São cada vez mais as colectividades, desportivas ou culturais a deparar-se com sérias dificuldade de gestão financeira. As medidas "correctivas" passam muitas vezes por soluções que se destacam completamente dos objectivos das referidas instituições...

Se continuamos assim, a pouco e pouco, a vida associativa (que para mim é um dos pilares da cidadania) vai diluir-se em combustível e investimentos imobiliários...
segunda-feira, 1 de junho de 2009

...uma boa notícia...

01.06.2009, Público
MDC
terça-feira, 12 de maio de 2009

...passagem fechada...

Sabe-se agora que "a passagem superior pedonal sobre a linha de caminho de ferro na estação de Vila Franca de Xira vai continuar fechada até serem encontradas soluções para os acessos ao bairro avieiro e ao Jardim Constantino Palha" (» O Mirante, 12.Mai.09)...
*
Constata-de assim que, infelizmente, continuam a construir-se equipamentos desajustados das necessidades dos cidadãos... Teimosamente, a maioria dos autarcas e projectistas, continuam a trabalhar encerrados no ar condicionado dos seus escritórios com a presunção de ter como únicas e acertadas as suas análises e soluções...
*
As cidades e a sociedade são, necessariamente construídas e participadas por todos nós, no entanto, a participação acontece na maior parte das vezes de forma inconsciente e casuística... Cabe-nos a nós e aos nossos representantes nos orgãos autárquicos, parlamentares e afins o reconhecimento de que o voto não é participação que baste... Temos que fazer muito mais em conjunto... Uma simples passagem pedonal, podia ser um bom exercício de envolvimento em projecto participado! Certamente, gastar-se-ía muito menos dinheiro ou, pelo menos, obtinham-se resultados efectivamente úteis e espaços urbanos mais interessantes...
MDC
quarta-feira, 18 de março de 2009

...diversões na Lezíria...



Mais um projecto turístico para o concelho de Vila Franca de Xira, mais uma intenção de construir em áreas ecologicamente sensíveis... Já foi em 2006 que a Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira aprovou, por unanimidade, a declaração de interesse público de um complexo turístico e parque temático no Cabo da Lezíria Grande (»25Out'06, Jornal de Notícias)... A parte mais curiosa do texto que dá corpo à notícia é acerca dos 30 espaços de lazer a desenvolver - como um centro equestre, um clube de campo, um centro de observação de espécies e bares... Não seria observação de espécies nos bares que queriam dizer!?
*
Há 3 anos para cá ainda não passaram de intenções todas estas ideias, mas já começaram a sair novamente notícias relacionadas, primeiro vi no Vida Ribatejana (versão impressa) e hoje no Público... Das ideias todas de 2006, agora sobressai apenas uma, a ideia dum labirinto no milho!!! Fantástico, hã!?
*
Lendo a notícia acho incrível como a câmara não entende a necessidade do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) com o argumento de que as construções já lá estão!!! As construções que lá estão em degradação tinham como principal objectivo o trabalho agrícola... Não incluiam as pessoas, os tais visitantes turistas, nem os automóveis e os autocarros da excursão ao labirinto, nem outras infra-estruturas e emissões de ruído, esgotos e outras coisas que tais!?

MDC :: fotografia: Joaquim Lopes (original AQUI)
quinta-feira, 5 de março de 2009

...ideias árabes para o Mouchão da Póvoa...

Lê-se nas notícias:
“Árabes querem investir na maior ilha do estuário do Tejo”
Empresários de origem árabe estão interessados em investir no mouchão da Póvoa, a mais extensa ilha do estuário de Vila Franca de Xira e que fica a escassos quilómetros do Parque das Nações.
A Câmara de Vila Franca de Xira reuniu-se por duas vezes, nas últimas semanas, com os potenciais investidores árabes e diz que a última proposta apresentada já se aproxima daquilo que é possível fazer no mouchão da Póvoa, tendo em conta que se trata de uma área parcialmente integrada na Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET) e que, quer os seus planos de gestão (aprovado em 2008), quer a proposta de revisão do PDM (em fase de discussão), só admitem ocupações para fins turísticos com muito baixos índices e garantias de salvaguarda dos habitats naturais protegidos.

(06.Mar.09, Ambitur Online)



Não é incrível!? O que mais me impressiona é usarem a expressão "maior ilha do estuário do Tejo"... Até parece que é assim uma ilha grande, isolada no meio do estuário, com árvores imensas e linhas de água... Mas o Mouchão da Póvoa são cerca de 12 quilómetros quadrados (1,214 hectares) de descampado a uma distância de apenas 300 metros da costa...
*
Bem, se calhar é maior do que eu imagino!! Nestas coisas dos negócios tudo é relativo, afinal até temos investidores árabes a cobiçá-la! O que será que sonharão para lá!? Replicar o Mouchão em ilhas artificiais ao estilo da Palm Island!? Ai que giro... mouchõezinhos pequeninos... mas não me parece extravagância aceitável em terras lusas! Campo de Golf ecológico, turismo!? Quem é que vai fazer turismo ou jogar golf com a Quinta da Piedade de fundo!? Hum... Duvido! Já sei... só se descobriram lá petróleo!!!
*
Eu avanço já que sonhava com um local de observação da natureza, que já o é por excelência! Assim, podia ser um centro de interpretação, com pontos de observação da avifauna... E chegava muito bem!
MDC
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

...mais um centro comercial...

Nããããoooo... "Mais um centro comercial em Alverca que (...) em conjunto com o Alverca Retail Park, a construir pela Sonae e já aprovado pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira (...) irão representar uma massa comercial equivalente à do outlet Freeport de Alcochete." (lê-se aqui » O Mirante, 19.Fev.09)... Mas que chatice! Qual é o interesse!?

Projecto do Fórum Alverca (Multi Development)

Já percebemos o que acontece com esses mostrengos comerciais... Duram enquanto são novidade e enquanto não aparece outro maior ou mais "interessante" (só em Alverca temos: 1 desaparecido, 2 moribundos e 1 a caminho disso, em Vila Franca, o maior também às moscas)!

Substituem o comércio tradicional que promove a vivência das ruas, o encontro entre as pessoas e os percursos pedonais... Promovem a deslocação de carro, parques de estacionamento gigantes, e encontrões impessoais em espaços fechados com ar condicionado, onde sofremos de calor com as nossas roupas de inverno (porque os lojistas tem fardas sempre muito fresquinhas)... Gasta-se energia e dinheiro, nada se produz... a não ser poluição!

Claro que dá jeito, por vezes recorrer a uma superfície comercial, com uma oferta variada e em horários "confortáveis" (pelo menos para quem compra)... A mim chega-me o Centro Comercial Vasco da Gama, onde ao menos se percebe o tempo solar, graças à imensa cobertura transparente, que tem o tamanho ideal para não me perder lá dentro, um terraço fantástico para beber uma cerveja ao fim do dia numa espreguiçadeira e ainda, é acessível de transportes públicos ficando no caminho casa/trabalho de muito boa gente! Não chega!?

Não gostava que em Alverca se promovesse esse tipo de vivência efémera, superficial e despachada! Ah e tal, mas as pessoas gostam... Está bem, mas eu não!

MDC
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Passeio de bicicleta

Hoje de manhã fui de bicicleta até Vila Franca. O facto de pegar nela trouxe-me logo recordações que nunca mais me esqueço, desde o cheiro a óleo e borracha até sair de casa e sentir o equilíbrio que ainda não me abandonou. Um salto até ás bombas para encher os pneus e já está! Começo a pedalar a sério e o vento da manhã não incomoda.
Lembro o cigarro com o café a seguir ao pequeno-almoço mas não esmoreço. Um gajo aguenta. Passo na variante e são poucos os carros e muito menos pessoas. Os putos na escola fazem desporto e metros à frente a carcaça de um avião faz a paisagem ganhar velocidade. Acelero mais nas recordações!
Sair de Alverca de bicicleta é fazer desporto. Aqui não se pode praticar quase nada sem ser a pagar! O Jardim tem um declive que é uma mini prova de obstáculos graças ao pavimento em pequenas pedrinhas, mais parece brita, perfeito para quedas com escoriação. É um extra, oferta de outro autarca e ainda não corrigido pelo presente! E para os automóveis e camiões da nacional 10 recorro a um provérbio popular: “Um olho no burro e outro no cigano!”.
Entro em Alhandra e começo a ver o rio. Durante o caminho lembro da paz que é andar sem conversar. Só eu e o meu monólogo. Deixei a raiva que tinha pelo caminho e começo a fazer as pazes comigo próprio por não andar há tanto tempo quando começa a dor do selim. É Rijo, zero almofadado! A pista melhora mas as pessoas não! Dificuldade em perceber a sinalética ou casmurrice por não quererem ir parar à água do Tejo (limpinha!) por falta de um gradeamento. Se fosse um Domingo de manhã ainda resmungava, mas hoje desvio-me um pouco.
Chego ao fim da pista e volto para trás. Encontro as mesmas pessoas e não aceno. Olhar para o Tejo tranquiliza a mente. Paro junto ao cais, peço um café e acendo um cigarro.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Agenda 21 Local de Vila Franca de Xira

Inicio a minha participação neste blog "que pode ser sobre tudo" agradecendo o convite. Espero contribuir para a discusão das "coisas", divulgar ideias, expressar emoções - enfim, partilhar com vocês tudo o que vou vendo, ouvindo, reflectindo, sentindo e, porque não, transformando.

O meu primeiro post serve para divulgar o fruto penoso do meu trabalho, mas em cuja maturação espero eu ver grandes resultados.
A Agenda 21 é um processo que pretende promover o desenvolvimento sustentável, encarado dialecticamente nas suas dimensões globais e locais. Reflectindo a alteração dos paradigmas antropocêntricos, a sustentabilidade do desenvolvimento que se pretende quer-se multidimensional, integrando crescimento económico, equilíbrio ecológico, equidade social e processos de governância que, pois claro (aqui ponho uma pitada de ironia...), aproximarão as políticas das pessoas, contribuindo estas para a formulação das outras.

O concelho de Vila Franca de Xira está, neste momento, a preparar os processos participativos que, etimologicamente e por definição, se querem participados! :P Como vemos o Concelho em 2020? Eu tenho as minhas ideias... Nesse sentido, porque uma visão não é nada sem as mãos e as ferramentas que a materialize, proponho que contribuam, todos, para a divulgação deste processo, para que se torne um reflexo o mais abrangente possível daquilo que queremos - podem, desde já, preencher o inquérito que se encontra on-line, e estar atentos à divulgação (que espero que seja para breve) da calendarização das sessões participativas, em todas as freguesias.
Pois então, participemos!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Museu do Ar

Parece que os importantes deste país me reservaram uma amarga surpresa para o dia do meu aniversário! O Museu do Ar, em Alverca já só aceita reservas até 31 de Janeiro... Depois será transferido para Sintra! (FONTE: O Mirante, 15.Jan.09)
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Não compreendo... Sintra tem: o maravilhoso Palácio da Pena, o mítico Castelo dos Mouros, a maravilhosa Quinta da Regaleira, o curioso Museu do Brinquedo, o Centro Cultural Olga Cadaval, e a serra, e a vila, tudo tão idílico e interessante!

Não chega!?

Pois parece que não...

Alverca, depois de abandonar as salinas, o queijo e a agricultura, tornou-se forte na indústria metalomecânica e aeronáutica... Entretanto, a metalomecânica quase desapareceu, dando lugar a urbanizações e armazéns... Mas a aeronática tem-se mantido, e muitas famílias de Alverca e arredores têm trabalhado e sonhado em torno de aviões e helicópteros!

Não é uma cidade turística de facto, no entanto, orgulhosa da sua tradição persistente no ramo da aeronáutica tem acolhido o Museu do Ar, com efeitos pedagógicos e identitários na cidade!
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Por tudo isto, muito me entristece, a mim e a muitos alverquenses esta decisão! Será que ainda há alguma coisa que possamos fazer!?
MDC
sexta-feira, 17 de outubro de 2008

...revisão PDM #04: PATRIMÓNIO...

...definição de imóveis a proteger...
Em relação à revisão do PDM de Vila Franca de Xira... (que ando a estudar nos meus escassinhos tempos livres... e por isso 'tou com uma soneira descomunal hoje!!!)... existem decisões importantes quanto ao património edificado!
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Ou seja, no PDM ficam identificados todos os imóveis classificados, em vias de classificação, zonas de protecção e imóveis com interesse (que são alvo de relativa protecção, o que é melhor que nenhuma!)... Sendo assim, proponho-vos que se pronunciem sobre algumas situações que identifiquei:
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#01 Bairro Fabril das OGMA (Sobralinho/Alverca)
PROPOSTA NA REVISÃO DO PDM » Classificação do Bairro Fabril das OGMA Sobralinho (transita do PDM em vigor para o revisto) »
Se alguém souber onde é o Bairro Fabril das OGMA no Sobralinho digam-me, por favor que eu gostava de conhecer... Obrigada!
FUNDAMENTOS DA CRÍTICA » desconheço a existência dum Bairro Frabril das OGMA no Sobralinho, mas existindo um em Alverca, que representa características patrimoniais a preservar, deveria ser considerado. Se existirem os dois que sejam ambos designados.
PROPOSTA DE ALTERAÇÃO » incluir Bairro Fabril das OGMA (Alverca) na lista de "Outros Imóveis com Interesse - Património Industrial"
NOTA: o bairro fabril das OGMA em Alverca são as lendárias vivendas cor-de-rosa na Rua da Estação, onde se têm instalado ao longo dos anos associações de apoio social e cultural e que muitos adultos alverquenses de hoje frequentaram enquanto crianças nos anos 80 e 90!
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#02 Moinho de Maré na Quinta do Cochão
PROPOSTA NA REVISÃO DO PDM » Moinho de Maré na Quinta do Cochão está registado como Imóvel com Interesse no PDM em vigor, mas está omisso na proposta de revisão
FUNDAMENTOS DA CRÍTICA » deverá ser protegido como registo patrimonial
PROPOSTA DE ALTERAÇÃO » incluir Moinho de Maré na Quinta do Cochão na lista de "Outros Imóveis com Interesse - Património Industrial"
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#03 Estação Ferroviária de Vila Franca de Xira
PROPOSTA NA REVISÃO DO PDM » está omissa
FUNDAMENTOS DA CRÍTICA » atendendo à intenção pública da câmara expressa "Interface rodo-ferroviário na futura Estação de Vila Franca de Xira" (in Vol. II, Síntese do Diagnóstico, pág.54) deverá ser salvaguardada a existente como registo patrimonial
PROPOSTA DE ALTERAÇÃO » incluir Estação Ferroviária de Vila Franca de Xira na lista de "Outros Imóveis com Interesse - Património Civil"
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#04 Cine-Teatro Salvador Marques
PROPOSTA NA REVISÃO DO PDM » está omisso
FUNDAMENTOS DA CRÍTICA » embora não se encontre classificado, tem um valor patrimonial reconhecido por várias entidades, tratando-se dum edifício carismático na zona ribeirinha de Alhandra, a precisar urgentemente de recuperação (mais informação: http://teatrosmarques.no.sapo.pt/)
PROPOSTA DE ALTERAÇÃO » incluir Cine-Teatro Salvador Marques "Outros Imóveis com Interesse - Património Civil"
*
Se quiserem aceder aos documentos que estão em dicussão é aqui http://pdm.cm-vfxira.pt... Recordo que "quando as reclamações, observações, sugestões ou pedidos de esclarecimento sejam subscritos por mais de 20 cidadãos, a câmara municipal deve promover a publicação das respostas em dois jornais diários e um regional, quando exista." (ver Diagrama de Procedimentos da DGOTDU)...
*
Informem-se e participem... Uma sociedade amplamente participada caminhará para um futuro melhor!!

(artigo em construção... aceitam-se contributos)
MDC
+ ARTIGOS SOBRE A REVISÃO DO PDM:
quinta-feira, 9 de outubro de 2008

...revisão PDM #02: QUINTAS...

...objectivos turísticos em questão...

Propõe-se que, uma das linhas de força orientadoras do novo PDM, seja a "animação" turística do concelho... As quintas serão um dos principais meios para atingir esse objectivo, associadas a uma estratégia ambiental "Carbono Zero"... Assim à partida parece-me interessante, mas a questão é como!?

Será que Vila Franca de Xira, concelho de tradição industrial, integrado na Área Metropolitana de Lisboa, tem atractivos turísticos tão potenciais que justifiquem esta aposta!?

Acho que o que me respondeu a presidente, tinha a ver com uma vaga ideia de apoiar os idosos!!! Mas vão fazer lares!? Turismo Rural Sénior!? Apresentação de colchões ortopédicos com direito a passeio no varino "Liberdade" e bufett!?

Seriam mais razoável apostar em Quintas Pedagógicas! Não sendo propriamente turismo, sempre evitava que as nossas crianças começassem a desenhar as galinhas como frangos assados!
Agora, ainda estou para ver se afinal vamos ter Campos de Golf, Quintas de Eventos (casamentos e baptizados) e Aventura (paintball e afins)...
Mas e a história do Carbono Zero!? O que é que uma coisa tem a ver com a outra!?
Vou tentar inteirar-me das propostas concretas na documentação (se é que existem)... Entretanto, espero que nas próximas sessões de esclarecimento surja mais informação! Fica aqui o tópico para irem pensando também...

(artigo em construção... aceitam-se contributos)
MDC
+ ARTIGOS SOBRE A REVISÃO DO PDM:
quarta-feira, 8 de outubro de 2008

...revisão PDM #01: HABITAÇÃO...

...o número de fogos previsto...

Como todos sabem a construção civil, com toda a especulação imobiliária associada, é uma actividade muito lucrativa! Em Portugal então, tem ultrapassado os limites do razoável! Com muita frequência ouvimos falar em excesso de construção/número de fogos.

Apresento algumas fontes baseadas em notícias recentíssimas:
  1. "...oferta de casas novas e usadas na região da Grande Lisboa é excedentária e distorcida da realidade da procura. (...) Embora o excesso de oferta de habitação seja um problema que se estende à maioria das cidades portuguesas, a situação dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) é a mais crítica." (in Diário Económico, 19.Set.2008)
  2. "Em Portugal, foram construídas e postas à venda mais 70 mil casas do que o bom senso aconselhava e como a Banca foi mãos largas na concessão de crédito (...) "Em Portugal, atingimos números impensáveis: 120 mil habitações por ano, quando deveríamos estar nas 50 mil"" (in Jornal de Notícias, 07.Out.2008)
Este fenómeno provoca danos profundos na qualidade de vida das populações.

Por exemplo:
  1. o esvaziamento e a degradação de áreas urbanas consolidadas (o exemplo crasso está na Baixa Pombalina);
  2. áreas de habitação novas desligadas do restante tecido urbano, sem identidade, monofuncionais (onde o habitante anónimo chega, dorme e sai, normalmente de carro);
  3. no caso concreto dos concelhos limítrofes de Lisboa, temos áreas residencias repletas de cidadãos que vivem um ritmo diário pendular (descanso no subúrbio «» trabalho em Lisboa), perdendo de 1 a 2h por dia em transportes (degradação da vida familar, social e ambiental)

O concelho de Vila Franca de Xira integra-se nesta dinâmica e tem crescido também à custa do esvaziamento de Lisboa!

A análise técnica da Comissão Técnica de Acompanhamento (CTA) da proposta, refere o seguinte:

  1. Capacidade em n.º de fogos das áreas de urbanização programada habitacionais
    e aglomerados rurais previstas no plano: 14 512
  2. Capacidade em n.° de fogos resultante da colmatação das áreas urbanizadas
    existentes e da concretização dos alvarás emitidos: valor não disponibilizado
  3. Fogos devolutos existentes: 6 186
  4. N.º total de fogos disponíveis para o horizonte do plano (valor por defeito): 20 698
(artigo em construção... aceitam-se contributos)

MDC
Ontem, em Alverca (que é a cidade onde moro, concelho de Vila Franca de Xira), aconteceu a Sessão Pública de Esclarecimento (nome atribuído pela CMVFX ao que deveria ser um Debate com a População) sobre as propostas implícitas na proposta de revisão do Plano Director Municipal*1!
*
Gostava de vos poder dizer que foi bom, que a população está a participar na construção deste documento fundamental! Mas não é possível... De facto, os políticos no poder estão-se pouco borrifando para as nossas opiniões... Vivemos numa ilusão de democracia!
*
A documentação disponível, tem um formato e volume (ver aqui) extremamente difícil de digerir, o que não permite um estudo atempado, face ao tempo e moldes previstos para a Discussão Pública. Ontem, durante mais de duas horas falaram a presidente da câmara e 2 técnicas, e no tempo de debate madrugada dentro, enquanto a sala gelada se ía esvaziando, falaram apenas 13 cidadãos (cerca de 0,04% da população).
*
Para o documento mais determinante para o futuro do concelho, nós - a população - tivemos 15 dias para a participação preventiva (anterior ao elaboração da proposta), 5 dias para conhecer o plano e temos agora, 30 dias para a Discussão Pública! Estes são os mínimos definidos pelo Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial*2... Disse ontem e repito, que qualquer câmra verdadeiramente interessada em dar a conhecer as suas propostas e a construir o plano com a população, ampliaria estes prazos!
*
Claro que ninguém da câmara nos disse, mas eu sei que "quando as reclamações, observações, sugestões ou pedidos de esclarecimento sejam subscritos por mais de 20 cidadãos, a câmara municipal deve promover a publicação das respostas em dois jornais diários e um regional, quando exista." (ver Diagrama de Procedimentos)... Eu, vou já começar a escrever as minhas propostas! Ganhem um bocadinho de tempo... Informem-se, só uma sociedade amplamente participada poderá construir um futuro melhor!
*
*1 Plano Director Municipal: instrumento de planeamento “que estabelece o modelo de estrutura espacial do território municipal, constituindo uma síntese da estratégia de desenvolvimento e ordenamento local prosseguida, integrando as opções de âmbito nacional e regional com incidência na respectiva área de intervenção.” (Decreto-lei n.º 380/99)
*2 Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial: foi alterado em Março de 2007, até aí, os prazos mínimos eram mais do dobro do que são hoje... Podem verificar os Decretos, no Artigo 77.º referente à Participação da população nos Planos Municipais de Ordenamento do Território (sejam eles PDM, PP ou PU), resumo os prazos mínimos:
Decreto-Lei nº380/99 (o que foi alterado)
30 dias » para a participação preventiva
15 dias » para anunciar o início da discussão pública
60 dias » para a discussão pública
Decreto-Lei nº316/2007 (o que foi vigora agora)
15 dias » para a participação preventiva
05 dias » para anunciar o início da discussão pública
30 dias » para a discussão pública para PDM
22 dias » quando se trata de Plano de Urbanização ou de Pormenor
MDC
quarta-feira, 1 de outubro de 2008

...PDM para Vila Franca de Xira...

O Plano Director Municipal já devia ter sido revisto em 2003, mas enfim...
*
Trata-se da carta magna do concelho (no que ao ordenamento do território diz respeito). O PDM regulamenta a utilização dos solos (onde e como se constrói), o património natural e edificado a preservar, as estratégias para as infraestruturas de circulação, verdes ou equipamentos públicos, entre outros aspectos determinantes para a nossa qualidade de vida.
*
Hoje tem início o período de Discussão Pública, onde todos podemos e devemos participar!
Não guardem as queixas e as propostas para depois, o momento é agora!
Votar não chega para mantermos viva a ideia da liberdade e democracia!
*
Apareçam nas Sessões Públicas de Esclarecimento ... e debate! O calendário é o seguinte:
OUTUBRO
07 :: 21h » Alverca do Ribatejo (Auditório do Fórum CHASA)
11 :: 15h » Cachoeiras (Pavilhão Multiusos)
14 :: 21h » Vila Franca de Xira (Clube Vilafranquense)
18 :: 15h » São João dos Montes (Clube Recreativo dos Cotovios)
21 :: 21h » Póvoa de Santa Iria (Auditório do Centro Paroquial)
25 :: 15h » Calhandriz (Junta de Freguesia)
28 :: 21h » Alhandra (CURPIFA)
NOVEMBRO
01 :: 15h » Vialonga (Pavilhão Gimnodesportivo GDV)
04 :: 21h » Forte da Casa (Auditório da Igreja Paroquial)
08 :: 15h » Castanheira do Ribatejo (Associação de Promoção Social)
11 :: 21h » Sobralinho (Palácio do Sobralinho)
MDC
quinta-feira, 11 de setembro de 2008

...robotarium e outras ideias originais...

+ INFO » sítio de Leonel Moura (o autor)

Existe um estranho encantamento generalizado quando se fala em "único no mundo"... Como se o facto de um fenómeno ser único no mundo fosse suficiente para se lhe atribuir valor!

Na minha opinião, importa fazer uma reflexão simples baseada na pergunta "Porque será que isto ou aquilo é único no mundo!?". Será na resposta que se encontra o valor, a pertinência ou a patetice da questão. Veja-se por exemplo, o homem com as unhas mais compridas do mundo! Facilmente e felizmente será raro... porque é simplesmente pateta!

Para mim (independentemente da minha opinião pessoal sobre o objecto), o Robotarium em Alverca e as suas desventuras, resultam da falta desta reflexão prévia! Os equipamentos e as boas ideias para a comunidade de um lugar, devem ser encontradas em conjunto com essa comunidade! Creio mesmo que este é o segredo do sucesso... A par da oportunidade desta ampla conversa, poderão seguir-se bons exemplos testados e acarinhados, evitar e perceber os menos bons... Só isso já será um mundo de ideias por explorar!

... comentário publicado no Fórum Vilafranquense ... MDC
Entretanto encontrei outro artigo sobre o mesmo assunto, onde se lê:

"Num dos últimos ataques o inovador projecto do artista Leonel Moura perdeu um dos vidros, facto que, segundo a autarquia vila-franquense, já acontece pela quinta vez. Um dos vidros continua partido. Ao contrário do que inicialmente se pensava, nenhum robot foi roubado da infra-estrutura." (artigo completo no Fórum Vilafranquense)

Que maus... Não vos parece o auge do desprezo!?... Mas vendo bem as coisas, quem é que precisa de um robot em casa que não faça coisas como: pão de ló de Alfeizerão, dobrar as cuecas, aspirar ou retirar os borbotos às malhas!?

Ah, só mais uma coisa... E o nome que escolheram!? Por quê a terminação em "...ium"!? Robotarium... Vem do latim!? Do patrocínio do BCP!? Sem resposta aparente para a formação da palavra (que provavelmente reside apenas na vontade de inovar do autor), rapidamente surgiu a tradução para o primeiro (e talvez o último, depende do real valor!), robotário do mundo... Robotário!!? Ok, fiquemos por aqui...
MDC