

Projecto do Fórum Alverca (Multi Development)
Já percebemos o que acontece com esses mostrengos comerciais... Duram enquanto são novidade e enquanto não aparece outro maior ou mais "interessante" (só em Alverca temos: 1 desaparecido, 2 moribundos e 1 a caminho disso, em Vila Franca, o maior também às moscas)!
Claro que dá jeito, por vezes recorrer a uma superfície comercial, com uma oferta variada e em horários "confortáveis" (pelo menos para quem compra)... A mim chega-me o Centro Comercial Vasco da Gama, onde ao menos se percebe o tempo solar, graças à imensa cobertura transparente, que tem o tamanho ideal para não me perder lá dentro, um terraço fantástico para beber uma cerveja ao fim do dia numa espreguiçadeira e ainda, é acessível de transportes públicos ficando no caminho casa/trabalho de muito boa gente! Não chega!?
Não gostava que em Alverca se promovesse esse tipo de vivência efémera, superficial e despachada! Ah e tal, mas as pessoas gostam... Está bem, mas eu não!
Lembro o cigarro com o café a seguir ao pequeno-almoço mas não esmoreço. Um gajo aguenta. Passo na variante e são poucos os carros e muito menos pessoas. Os putos na escola fazem desporto e metros à frente a carcaça de um avião faz a paisagem ganhar velocidade. Acelero mais nas recordações!
Sair de Alverca de bicicleta é fazer desporto. Aqui não se pode praticar quase nada sem ser a pagar! O Jardim tem um declive que é uma mini prova de obstáculos graças ao pavimento em pequenas pedrinhas, mais parece brita, perfeito para quedas com escoriação. É um extra, oferta de outro autarca e ainda não corrigido pelo presente! E para os automóveis e camiões da nacional 10 recorro a um provérbio popular: “Um olho no burro e outro no cigano!”.
Entro em Alhandra e começo a ver o rio. Durante o caminho lembro da paz que é andar sem conversar. Só eu e o meu monólogo. Deixei a raiva que tinha pelo caminho e começo a fazer as pazes comigo próprio por não andar há tanto tempo quando começa a dor do selim. É Rijo, zero almofadado! A pista melhora mas as pessoas não! Dificuldade em perceber a sinalética ou casmurrice por não quererem ir parar à água do Tejo (limpinha!) por falta de um gradeamento. Se fosse um Domingo de manhã ainda resmungava, mas hoje desvio-me um pouco.
Chego ao fim da pista e volto para trás. Encontro as mesmas pessoas e não aceno. Olhar para o Tejo tranquiliza a mente. Paro junto ao cais, peço um café e acendo um cigarro.
Inicio a minha participação neste blog "que pode ser sobre tudo" agradecendo o convite. Espero contribuir para a discusão das "coisas", divulgar ideias, expressar emoções - enfim, partilhar com vocês tudo o que vou vendo, ouvindo, reflectindo, sentindo e, porque não, transformando.O meu primeiro post serve para divulgar o fruto penoso do meu trabalho, mas em cuja maturação espero eu ver grandes resultados.
O concelho de Vila Franca de Xira está, neste momento, a preparar os processos participativos que, etimologicamente e por definição, se querem participados! :P Como vemos o Concelho em 2020? Eu tenho as minhas ideias... Nesse sentido, porque uma visão não é nada sem as mãos e as ferramentas que a materialize, proponho que contribuam, todos, para a divulgação deste processo, para que se torne um reflexo o mais abrangente possível daquilo que queremos - podem, desde já, preencher o inquérito que se encontra on-line, e estar atentos à divulgação (que espero que seja para breve) da calendarização das sessões participativas, em todas as freguesias.

(artigo em construção... aceitam-se contributos)
Como todos sabem a construção civil, com toda a especulação imobiliária associada, é uma actividade muito lucrativa! Em Portugal então, tem ultrapassado os limites do razoável! Com muita frequência ouvimos falar em excesso de construção/número de fogos.
- "...oferta de casas novas e usadas na região da Grande Lisboa é excedentária e distorcida da realidade da procura. (...) Embora o excesso de oferta de habitação seja um problema que se estende à maioria das cidades portuguesas, a situação dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) é a mais crítica." (in Diário Económico, 19.Set.2008)
- "Em Portugal, foram construídas e postas à venda mais 70 mil casas do que o bom senso aconselhava e como a Banca foi mãos largas na concessão de crédito (...) "Em Portugal, atingimos números impensáveis: 120 mil habitações por ano, quando deveríamos estar nas 50 mil"" (in Jornal de Notícias, 07.Out.2008)
- o esvaziamento e a degradação de áreas urbanas consolidadas (o exemplo crasso está na Baixa Pombalina);
- áreas de habitação novas desligadas do restante tecido urbano, sem identidade, monofuncionais (onde o habitante anónimo chega, dorme e sai, normalmente de carro);
- no caso concreto dos concelhos limítrofes de Lisboa, temos áreas residencias repletas de cidadãos que vivem um ritmo diário pendular (descanso no subúrbio «» trabalho em Lisboa), perdendo de 1 a 2h por dia em transportes (degradação da vida familar, social e ambiental)
O concelho de Vila Franca de Xira integra-se nesta dinâmica e tem crescido também à custa do esvaziamento de Lisboa!
A análise técnica da Comissão Técnica de Acompanhamento (CTA) da proposta, refere o seguinte:
- Capacidade em n.º de fogos das áreas de urbanização programada habitacionais
e aglomerados rurais previstas no plano: 14 512 - Capacidade em n.° de fogos resultante da colmatação das áreas urbanizadas
existentes e da concretização dos alvarás emitidos: valor não disponibilizado - Fogos devolutos existentes: 6 186
- N.º total de fogos disponíveis para o horizonte do plano (valor por defeito): 20 698
...PDM para Vila Franca de Xira...
...revisão PDM: depois do Debate em Alverca...
...revisão PDM #01: HABITAÇÃO...
...revisão PDM #02: QUINTAS...
*1 Plano Director Municipal: instrumento de planeamento “que estabelece o modelo de estrutura espacial do território municipal, constituindo uma síntese da estratégia de desenvolvimento e ordenamento local prosseguida, integrando as opções de âmbito nacional e regional com incidência na respectiva área de intervenção.” (Decreto-lei n.º 380/99)*2 Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial: foi alterado em Março de 2007, até aí, os prazos mínimos eram mais do dobro do que são hoje... Podem verificar os Decretos, no Artigo 77.º referente à Participação da população nos Planos Municipais de Ordenamento do Território (sejam eles PDM, PP ou PU), resumo os prazos mínimos:Decreto-Lei nº380/99 (o que foi alterado)30 dias » para a participação preventiva15 dias » para anunciar o início da discussão pública60 dias » para a discussão públicaDecreto-Lei nº316/2007 (o que foi vigora agora)
15 dias » para a participação preventiva
05 dias » para anunciar o início da discussão pública
30 dias » para a discussão pública para PDM22 dias » quando se trata de Plano de Urbanização ou de Pormenor
Existe um estranho encantamento generalizado quando se fala em "único no mundo"... Como se o facto de um fenómeno ser único no mundo fosse suficiente para se lhe atribuir valor!
"Num dos últimos ataques o inovador projecto do artista Leonel Moura perdeu um dos vidros, facto que, segundo a autarquia vila-franquense, já acontece pela quinta vez. Um dos vidros continua partido. Ao contrário do que inicialmente se pensava, nenhum robot foi roubado da infra-estrutura." (artigo completo no Fórum Vilafranquense)