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Procuro sempre que posso e tenho oportunidade, dar um passeio por este nosso Portugal pequenino e conhecer novos sítios. Desta vez, e no primeiro dia o destino foi Góis, no distrito de Coimbra. Vila tipicamente portuguesa, pequenita e com gente acolhedora, banhada pelo rio Ceira, com uma praia fluvial lindíssima, muito verde e de águas limpas! (com peixinhos e tudo!) Espectacular!


No segundo dia, segui para uma das mais bonitas aldeias de Portugal, escondidinha nas encostas da Serra do Açor e conhecida pela Aldeia do Xisto, que é Piódão. A viagem é longa, mas é linda! Com paisagens de perder de vista, em tons de verde e azul, quando na linha do horizonte a terra se encontra com o céu. Como pano de fundo temos a Serra da Estrela e a Serra da Gardunha.


E para quem tem alma de viajante e gosta de sentir o vento no rosto e os perfumes que saltam da terra, nada melhor que viajar de mota...e claro, com quem se gosta! :o)
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Voltei das férias! Cansativas, porreiras, deu para recarregar baterias apesar de tudo...Como já é meu hábito procuro sempre fugir das grandes multidões, das filas intermináveis, da confusão geral. Parti em busca de sítios escondidos, pouco conhecidos (por mim) mas belos! Num fim de semana, eu o meu companheiro e dois amigos comparsas, partimos à descoberta... e fica aqui tão perto...
...lá no cimo encontra-se o Castelo de Belver.
...o Rio Tejo visto da Ponte em Belver.
...esta é a vista do Castelo sobre o Rio Tejo. Lá em baixo é a Praia fluvial do Alamal! É lindíssima! a água é límpida, vêem-se as pedrinhas no fundo...e como painel de fundo temos o nosso castelo!
e aqui foi a grande surpresa!...numa terriola escondidinha, escondidinha, encontrou-se a Aldeia do Alto dos Moinhos, com esta vista fantástica sobre a Praia Fluvial de Martinchel.
O nosso pequeno Portugal é rico em lugares como estes. Há que valorizá-los, promovê-los e dinamizá-los. Será concerteza melhor para todos nós.
O nosso pequeno Portugal é rico em lugares como estes. Há que valorizá-los, promovê-los e dinamizá-los. Será concerteza melhor para todos nós.
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in matanzero.blogspot.com
"Fomos milhares a sair à rua. Vestimo-nos de branco, com vigílias à luz da vela e cordões humanos de encher cidades e atar com a sua vontade o mundo. Unimo-nos como nunca o fomos e lutámos com o ímpeto que se tinha perdido nos suores dos verões quentes. Havia lá longe um povo massacrado e a humanidade que nos resta pedia-nos que agíssemos. Um povo lá longe e, sim, no mais fundo de nós, escondido bem lá para o fundo, o remorso de sabermos que se agora caminhávamos a nós o devíamos por não termos caminhado antes.
O povo pertencia a um país chamado Timor-Leste a quem a liberdade chamou Lorosae. Saímos à rua e um país nasceu – não por nós, mas porque o país queria nascer. Mas saímos e rezámos e demos as mãos e fomos ao parlamento, a Estrasburgo, a Washington e New York e a verdade é que o país nasceu. Antes tínhamos saído à pressa de um território que durante 500 anos ocupámos, deixando ao abandono e à saciedade indonésia um território com povo lá dentro. Um povo que queria ser um povo de um território enfim deles mas que só por remorso e distância mereceu o nosso compadecimento – mas que mal ou bem conquistou a sua independência. Também porque saímos à rua e rezamos e demos as mãos e fomos a Estrasburgo, Washington, New York, sei lá, fizemos o que tinha que ser feito e não há mais ditos.
Imaginem outro país, mais perto. Alguém tinha fugido de lá e deixado à saciedade de outros um território com povo lá dentro, um povo que queria ser livre. Os outros entraram e não querem sair. Reconhecem a história?
Falo do Sahara Ocidental, onde passei a semana de Páscoa, junto de mais 42 portugueses, naquela que foi a maior delegação nacional a este país ocupado por Marrocos desde 1975, depois de Espanha ter fugido de lá. Eu e os meus companheiros, com as capacidades que temos, vamos tentar fazer com que, mais uma vez, por solidariedade genuína, os portugueses saiam à rua, rezem, dêem as mãos, se dirijam às instâncias necessárias, terrenas ou etéreas, para que, como Timor, também o povo Saharaui possa ser livre, num território que é o seu e que desejam porque é seu.
Vou aproveitar também este espaço para falar sobre a viagem e as experiências que vivi, que vivemos. Para discutir sobre a viagem e também sobre o que há a fazer para que, enfim, se fale mais da realidade do Sahara Ocidental, alterando a situação daquele povo que espera e luta por um país. Como já demonstrámos que somos capazes de fazer…"
O povo pertencia a um país chamado Timor-Leste a quem a liberdade chamou Lorosae. Saímos à rua e um país nasceu – não por nós, mas porque o país queria nascer. Mas saímos e rezámos e demos as mãos e fomos ao parlamento, a Estrasburgo, a Washington e New York e a verdade é que o país nasceu. Antes tínhamos saído à pressa de um território que durante 500 anos ocupámos, deixando ao abandono e à saciedade indonésia um território com povo lá dentro. Um povo que queria ser um povo de um território enfim deles mas que só por remorso e distância mereceu o nosso compadecimento – mas que mal ou bem conquistou a sua independência. Também porque saímos à rua e rezamos e demos as mãos e fomos a Estrasburgo, Washington, New York, sei lá, fizemos o que tinha que ser feito e não há mais ditos.
Imaginem outro país, mais perto. Alguém tinha fugido de lá e deixado à saciedade de outros um território com povo lá dentro, um povo que queria ser livre. Os outros entraram e não querem sair. Reconhecem a história?
Falo do Sahara Ocidental, onde passei a semana de Páscoa, junto de mais 42 portugueses, naquela que foi a maior delegação nacional a este país ocupado por Marrocos desde 1975, depois de Espanha ter fugido de lá. Eu e os meus companheiros, com as capacidades que temos, vamos tentar fazer com que, mais uma vez, por solidariedade genuína, os portugueses saiam à rua, rezem, dêem as mãos, se dirijam às instâncias necessárias, terrenas ou etéreas, para que, como Timor, também o povo Saharaui possa ser livre, num território que é o seu e que desejam porque é seu.
Vou aproveitar também este espaço para falar sobre a viagem e as experiências que vivi, que vivemos. Para discutir sobre a viagem e também sobre o que há a fazer para que, enfim, se fale mais da realidade do Sahara Ocidental, alterando a situação daquele povo que espera e luta por um país. Como já demonstrámos que somos capazes de fazer…"
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