sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

...mais um centro comercial...

Nããããoooo... "Mais um centro comercial em Alverca que (...) em conjunto com o Alverca Retail Park, a construir pela Sonae e já aprovado pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira (...) irão representar uma massa comercial equivalente à do outlet Freeport de Alcochete." (lê-se aqui » O Mirante, 19.Fev.09)... Mas que chatice! Qual é o interesse!?

Projecto do Fórum Alverca (Multi Development)

Já percebemos o que acontece com esses mostrengos comerciais... Duram enquanto são novidade e enquanto não aparece outro maior ou mais "interessante" (só em Alverca temos: 1 desaparecido, 2 moribundos e 1 a caminho disso, em Vila Franca, o maior também às moscas)!

Substituem o comércio tradicional que promove a vivência das ruas, o encontro entre as pessoas e os percursos pedonais... Promovem a deslocação de carro, parques de estacionamento gigantes, e encontrões impessoais em espaços fechados com ar condicionado, onde sofremos de calor com as nossas roupas de inverno (porque os lojistas tem fardas sempre muito fresquinhas)... Gasta-se energia e dinheiro, nada se produz... a não ser poluição!

Claro que dá jeito, por vezes recorrer a uma superfície comercial, com uma oferta variada e em horários "confortáveis" (pelo menos para quem compra)... A mim chega-me o Centro Comercial Vasco da Gama, onde ao menos se percebe o tempo solar, graças à imensa cobertura transparente, que tem o tamanho ideal para não me perder lá dentro, um terraço fantástico para beber uma cerveja ao fim do dia numa espreguiçadeira e ainda, é acessível de transportes públicos ficando no caminho casa/trabalho de muito boa gente! Não chega!?

Não gostava que em Alverca se promovesse esse tipo de vivência efémera, superficial e despachada! Ah e tal, mas as pessoas gostam... Está bem, mas eu não!

MDC
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Passeio de bicicleta

Hoje de manhã fui de bicicleta até Vila Franca. O facto de pegar nela trouxe-me logo recordações que nunca mais me esqueço, desde o cheiro a óleo e borracha até sair de casa e sentir o equilíbrio que ainda não me abandonou. Um salto até ás bombas para encher os pneus e já está! Começo a pedalar a sério e o vento da manhã não incomoda.
Lembro o cigarro com o café a seguir ao pequeno-almoço mas não esmoreço. Um gajo aguenta. Passo na variante e são poucos os carros e muito menos pessoas. Os putos na escola fazem desporto e metros à frente a carcaça de um avião faz a paisagem ganhar velocidade. Acelero mais nas recordações!
Sair de Alverca de bicicleta é fazer desporto. Aqui não se pode praticar quase nada sem ser a pagar! O Jardim tem um declive que é uma mini prova de obstáculos graças ao pavimento em pequenas pedrinhas, mais parece brita, perfeito para quedas com escoriação. É um extra, oferta de outro autarca e ainda não corrigido pelo presente! E para os automóveis e camiões da nacional 10 recorro a um provérbio popular: “Um olho no burro e outro no cigano!”.
Entro em Alhandra e começo a ver o rio. Durante o caminho lembro da paz que é andar sem conversar. Só eu e o meu monólogo. Deixei a raiva que tinha pelo caminho e começo a fazer as pazes comigo próprio por não andar há tanto tempo quando começa a dor do selim. É Rijo, zero almofadado! A pista melhora mas as pessoas não! Dificuldade em perceber a sinalética ou casmurrice por não quererem ir parar à água do Tejo (limpinha!) por falta de um gradeamento. Se fosse um Domingo de manhã ainda resmungava, mas hoje desvio-me um pouco.
Chego ao fim da pista e volto para trás. Encontro as mesmas pessoas e não aceno. Olhar para o Tejo tranquiliza a mente. Paro junto ao cais, peço um café e acendo um cigarro.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Agenda 21 Local de Vila Franca de Xira

Inicio a minha participação neste blog "que pode ser sobre tudo" agradecendo o convite. Espero contribuir para a discusão das "coisas", divulgar ideias, expressar emoções - enfim, partilhar com vocês tudo o que vou vendo, ouvindo, reflectindo, sentindo e, porque não, transformando.

O meu primeiro post serve para divulgar o fruto penoso do meu trabalho, mas em cuja maturação espero eu ver grandes resultados.
A Agenda 21 é um processo que pretende promover o desenvolvimento sustentável, encarado dialecticamente nas suas dimensões globais e locais. Reflectindo a alteração dos paradigmas antropocêntricos, a sustentabilidade do desenvolvimento que se pretende quer-se multidimensional, integrando crescimento económico, equilíbrio ecológico, equidade social e processos de governância que, pois claro (aqui ponho uma pitada de ironia...), aproximarão as políticas das pessoas, contribuindo estas para a formulação das outras.

O concelho de Vila Franca de Xira está, neste momento, a preparar os processos participativos que, etimologicamente e por definição, se querem participados! :P Como vemos o Concelho em 2020? Eu tenho as minhas ideias... Nesse sentido, porque uma visão não é nada sem as mãos e as ferramentas que a materialize, proponho que contribuam, todos, para a divulgação deste processo, para que se torne um reflexo o mais abrangente possível daquilo que queremos - podem, desde já, preencher o inquérito que se encontra on-line, e estar atentos à divulgação (que espero que seja para breve) da calendarização das sessões participativas, em todas as freguesias.
Pois então, participemos!

A propósito da notícia “Alverca Cidade Aeronáutica” já tem avião para embelezar rotunda na qual ficamos a saber que um avião Alpha Jet foi disponibilizado pelo Chefe de Estado-Maior da Força Aérea, nem vou questionar as palavras embelezar rotunda, mas lembrei-me de outro avião e de um alerta!
*
O que eu gostava era que não viesse a ocorrer com este exemplar gentilmente cedido, o mesmo que temos visto a acontecer ao avião exposto no espaço da Escola Secundária Gago Coutinho! Para já, sempre esteve inacessível! No caso da escola seria mais interessante e pedagógico os alunos terem acesso à cabine, penso eu... Até consigo imaginar o entusiasmo dos alunos na altura em que surgiu a notícia da cedência da aeronave à escola e a posterior desilusão perante o objecto colocado no alto de um inacessível pedestal!
*
Mas ainda pior que isso é o facto de estar em processo de degradação visível! Talvez já a colocar em risco a segurança dos alunos e professores que por perto passem! Assim sendo, lanço aqui um apelo para a manutenção dessas "esculturas", quer do ponto de vista mecânico, quer do ponto de vista da melhor integração na comunidade! A notícia fala num protocolo... Veremos...
*
Já agora que de intervenção urbana e embelezamento falamos, deixem-me recordar aquele lindo e enorme pinheiro que viajou da Escandinávia até Alverca, a enorme árvore da esperança que tinha as suas raízes encastradas num imenso cubo de betão em frente à Igreja dos Pastorinhos, embelezando o Natal de 2005... Lembram-se!? (recordação aqui) Pois bem, então também se recordarão que essa mesma árvore foi cortada, ficando o cepo e o cubo a ilustrar que a esperança às vezes não é verde!
*
Mas tenho excelentes notícias... Anuncio o paradeiro desse imenso cubo: está nas OGMA e as raízes do pinheiro já começaram a romper o betão! Têm um longo caminho a percorrer até chegar à Escandinávia... mas a Esperança é a última a morrer!
MDC
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Vicky Cristina Barcelona

Ontem o teatro estava esgotado (o que é óptimo para o teatro)... e fomos ao cinema, que estava compostinho!
-
O filme era o que dá nome ao artigo, de Woody Allen! É um prazer ver cinema... verdadeiro cinema! Com personagens viradas do avesso, de dentro para fora, quero dizer... Humanas, credíveis, quase pessoas... Assim está bem!
-
Confesso que tenho o cérebro poluído com as referências hollywoodescas mais para o mainstream (têm sido muitas horas), de maneira que, qualquer filme fora desse circuito é uma lufada de ar fresco!
-
Não conhecia quase nada do trabalho deste cineasta, mas a Vicky, a Cristina, Barcelona, a Maria Elena e o Juan Antonio, abriram-me o apetite!
MDC
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Carta da Terra

P R E Â M B U L O
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.
Terra, Nosso Lar
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
A Situação Global
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.
Desafios Para o Futuro
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano.
Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes.
Responsabilidade Universal
Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual a dimensão local e global estão ligadas.
Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem- estar da família humada e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida, e com humildade considerando em relaçao ao lugar que ocupa o ser humano na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada.
P R I N C Í P I O S
I . RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
a. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
b. Assumir que o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder implica responsabilidade na promoção do bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
a. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada um a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
b. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem, a longo prazo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.
Para poder cumprir estes quatro amplos compromissos, é necessário:
I I . INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
a. Adotar planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável em todos os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
b. Estabelecer e proteger as reservas com uma natureza viável e da biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçadas.
d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos.
e. Manejar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de formas que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecossistemas.
f. Manejar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que diminuam a exaustão e não causem dano ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
a. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica for incompleta ou não conclusiva.
b. Impor o ônus da prova àqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental.
c. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas consequências humanas globais, cumulativas, de longo prazo, indiretas e de longo alcance.
d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
e. Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento.
c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis.
d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais.
e. Garantir acesso universal a assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e a ampla aplicação do conhecimento adquirido.
a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuam para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao domínio público.
I I I . JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
a .Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não- contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os recursos nacionais e internacionais requeridos.
b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma subsistência sustentável, e proporcionar seguro social e segurança coletiva a todos aqueles que não são capazes de manter- se por conta própria.
c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o
desenvolvimeto humano de forma eqüitativa e sustentável.
a. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e isentá-las de dívidas internacionais onerosas.
c. Garantir que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência desaúde e às oportunidades econômicas.
a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a educação amorosa de todos os membros da família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
a. Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas sustentáveis de vida.
c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.
IV.DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões, e acesso à justiça.
a. Defender o direito de todas as pessoas no sentido de receber informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações na tomada de decisões.
c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia pacífica, de associação e de oposição.
d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e judiciais independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus própios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
a. Oferecer a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
b. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no sentido de aumentar a sensibilização para os desafios ecológicos e sociais.
d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma subsistência sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de desofrimentos.
b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
c. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.
a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não- provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa.
e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção ambiental e a paz.
f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.
O C A M I N H O A D I A N T E
Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.
Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa, e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca iminente e conjunta por verdade e sabedoria.
A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não- governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.
Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

...de coração amargado...

Aqui há tempos soube de um rapaz de 17 anos... 17 anos, que se tinha oferecido como voluntário num lar de idosos! A minha mãe (que faz parte da direcção da associação que gere o lar, onde também estão os meus avós) contou-me que "o moço é extraordinário, conversa com os idosos..." Eu fiquei surpreendida... muito surpreendida! É tão raro haver quem dê, muito menos com esta idade, muito menos num lar de idosos! É assim do tipo de situação que me dá esperança nas pessoas e no futuro! Que me faz sorrir...
-
Hoje soube que esse mesmo rapaz, já de 18 anos, se suicidou esta semana... Enforcou-se no varão dos cortinados!!!
-
Que pensamentos, que problemas, que motivações poderão ter culminado desta forma!? Indago-me de coração profundamente amargado...
MDC
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ana Pais Oliveira



...acabei de encontrar esta pintora! E resolvi divulgar!
Porque cada vez é mais difícil encontrar expressões artísticas assim... que vêm cá de dentro, que comunicam... que inovam!
Espreitem o blog, clicando na imagem (Paramos aqui (II); Acrílico e tecido s/ tela; 100x120cm; de Ana Pais Oliveira)...

MDC
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Museu do Ar

Parece que os importantes deste país me reservaram uma amarga surpresa para o dia do meu aniversário! O Museu do Ar, em Alverca já só aceita reservas até 31 de Janeiro... Depois será transferido para Sintra! (FONTE: O Mirante, 15.Jan.09)
-
Não compreendo... Sintra tem: o maravilhoso Palácio da Pena, o mítico Castelo dos Mouros, a maravilhosa Quinta da Regaleira, o curioso Museu do Brinquedo, o Centro Cultural Olga Cadaval, e a serra, e a vila, tudo tão idílico e interessante!

Não chega!?

Pois parece que não...

Alverca, depois de abandonar as salinas, o queijo e a agricultura, tornou-se forte na indústria metalomecânica e aeronáutica... Entretanto, a metalomecânica quase desapareceu, dando lugar a urbanizações e armazéns... Mas a aeronática tem-se mantido, e muitas famílias de Alverca e arredores têm trabalhado e sonhado em torno de aviões e helicópteros!

Não é uma cidade turística de facto, no entanto, orgulhosa da sua tradição persistente no ramo da aeronáutica tem acolhido o Museu do Ar, com efeitos pedagógicos e identitários na cidade!
-
Por tudo isto, muito me entristece, a mim e a muitos alverquenses esta decisão! Será que ainda há alguma coisa que possamos fazer!?
MDC
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

playauditorium

Para descobrir em...
...divirtam-se!
MDC
terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O fantástico mundo animal

Trabalho num prédio de 6 andares junto ao Mercado da Ribeira em Lisboa, um dia da semana passada estava eu muito sossegadinha a olhar para o PC eis senão quando ouço um toc toc toc no vidro da janela, como estou no 2º andar fiquei um pouco intrigada e quando olhei, para além de intrigada fiquei incrédula.

Era uma linda gaivota, parada no parapeito da minha janela e que estava a tentar comunicar comigo, porque para além de bater no vidro também emitia uns gritinhos característicos.

Lá fui até à janela e abri, ela afastou-se um pouco para cima do ar condicionado e permaneceu a olhar para mim e a emitir aqueles sons, então pensei será que ela quer comida, fui à cozinha e trouxe um pacote de bolachas Maria, tirei umas quantas e parti, ao ver isto a gaivota aproximou-se logo e veio comer os bocadinhos que lhe ia pondo no parapeito.

Desde então ela aparece todos os dias à mesma hora e agora já faz o mesmo nas restantes janelas do prédio e já começou também a trazer companhia, é verdade hoje eram 3 a bater no meu vidro...

E ainda dizem que só o ser humano é racional!
OSC
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

...a barbearia azul...

Hoje, quando virei a esquina para a rua onde eu trabalho, reparo no cão da rua (que é igualzinho ao "Cão" poema do Alexandre O'Neill)... Estava parado em pé, quer dizer, em patas, atravessado no meio do passeio, o que é muito raro... Semicerrava os olhos e quase esboçava um sorriso... Na manhã fria, aquele cão magriço, dava-se ao luxo de estar ali, indiferente ao resto mundo, a apanhar Sol!
*
Entretanto, lembrava-me que na noite anterior, tinha pensado em sugerir à merceeira que fechasse a porta, mantendo um indicação de "aberto", para se resguardar do frio! (devo dizer que nos tratamos pelo nome próprio e com grande afeição)
*
Quando reparo nas caixas de fruta à porta, penso que será uma forma de "publicidade" imemorial... Em tempos tão adversos ao pequeno comércio, talvez afinal não seja boa ideia fechar a porta... Não lhe disse nada... Mais vale à nossa merceeira a roupa reforçada, mais o cachecol, tudo em preto pelo luto eterno do extremoso e infelizmente falecido marido!
*
Mas o melhor do meu percurso desta manhã estava para vir... Ao passar pela barbearia, cujo mobiliário em azul claro, bem estimado, remonta a umas valentes décadas atrás, reparo no barbeiro, de farta cabeleira branca, de pé. Empunha uma tesoura, pousando o braço sobre a mão livre para maior estabilidade, está aparando os pelos duma narina a outro homem que se encontra de pé à sua frente! Quando passo e os olho, eles olham também para mim, não mexendo mais do que os globos oculares, como uma estátua ou um quadro enfeitiçado...
*
Ainda há disto, Evaristo!
MDC
sábado, 3 de janeiro de 2009

...a passagem...

...vim passá-la ao melhor lugar...
...à ESPERANÇA...
...façamos de 2009 um ano melhor, sim!?
*
Convencionou-se assim e cá estamos nós, com a sensação de que algo se renovará na passagem de um ano para outro... É assim uma espécie de aniversário colectivo! Eu ainda faço planos, sim... estabeleço no mínimo 12 objectivos! Não me esmorecem os passados que não concretizei, não me esmorece o vão que tudo isto parece ser! A passagem de ano, os aniversários e outras comemorações são pouco mais que pretextos para este isto (que é muito) e para uma boa festa, claro! A minha ainda não acabou... e cá vou eu!
MDC
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

...o nosso diário...

Sabiam que temos um diário conjunto!? E lá aparecem escritas, não as nossas aventuras passadas, mas as regras para as nossas aventuras futuras aqui na nossa República! Sim... É o Diário da República! Eeeehhh... Pronto, moderem lá a euforia!
*
Há uns dias assinei a "newsletter", muito bem intitulada de "sumários" e passei a ter acesso fácil e diário na minha caixa de e-correio, ao resumo dos assuntos discutidos e aprovados na Assembleia da República. (Bem, nunca imaginei que as áreas de caça fossem tão amplamente regulamentadas pela Assembleida da República! Não há dia em que não apareçam aumentos do período de concessão, anexações e outras coisas que tais acerca destas!)
*
Mas o melhor, é saber coisas importantes, como:
Fixa os tempos máximos de resposta garantidos (TMRG) para o acesso a cuidados de saúde para os vários tipos de prestações sem carácter de urgência e publica a Carta dos Direitos de Acesso aos Cuidados de Saúde pelos Utentes do Serviço Nacional de Saúde (DR 249 SÉRIE I de 2008-12-26)
*
Aprova o Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio em Edifícios (SCIE) (DR 250 SÉRIE I de 2008-12-29)
*
Resolve pedir a inconstitucionalidade da Lei n.º 62-A/2008, de 11 de Novembro, que nacionaliza todas as acções representativas do capital social do Banco Português de Negócios, S. A., e aprova o regime jurídico de apropriação pública por via de nacionalização (DR 250 SÉRIE I de 2008-12-29)
*
Tudo isto e muito mais em
DIÁRIO DA REPÚBLICA ELECTRÓNICO
...
MDC
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

...natal...

Se é certo que a cultura ocidental tem como grande pilar a tradição cristã, já não é (pelo menos para mim) tão certo quais os contornos desse pilar!
*
Por exemplo, uma das dúvidas que me assola é se Jesus teve irmãos! Ai, que se me deu agora mesmo uma clarividência! Ups... Irmãos da parte do pai não teve, pois se foi filho de Deus e virgem Maria, constaria certamente na história bíblica se se tivesse dado idêntico milagre... Em sentido lato, somos todos filhos de Deus... (já agora, eu aqui tenho outra dúvida... É que não sendo eu baptizada, será que também tenho direito ao grau de parentesco!? Em criança construi a minha ideia de Deus: um velho de barbas sorrindo, sentado numa nuvem, infinitamente bom... Jamais ele se deixaria de importar comigo só por não estar "inscrita"!)
*
Em todos os presépios se nos apresenta o pai "adoptivo" (penso que poderá chamar-se assim àquele que terá ajudado a criar Jesus na terra)... E a minha questão é, se Jesus teve irmãos (mais novos, claro) por parte da mãe com José!?
*
Aqui há tempos comecei a ler a Bíblia... Até estava a correr bem, mas às páginas tantas começa a longa descendência de Abel e Caim, que mais não era do que uma sucessão de nomes... (muito menos interessante do que a teoria de Darwin, deve dizer-se) e fiquei por aí... Também já procurei num livro de história universal, mas a biografia de Jesus estava omissa!
*
Li O Evangelho Segundo Jesus Cristo de José Saramago (provavelmente a sua obra mais polémica), e achei a história extraordinária, apresentando-se-nos Jesus como um homem, que realmente há-de ter sido... Segundo esse romance, Jesus tinha irmãos... Mas a ideia, já vinha se São Mateus, autor de um dos evangelhos (Saramago faz realmente pesquisa histórica... até há pouco tempo fiquei banzada, quando descobri que foi realmente construída uma passarola, por um homem chamado Bartolomeu de Gusmão, padre e cientista português na altura da construção do Convento de Mafra)!
*
A conversa vai longa, mas queria só lembrar, que a comemoração do Natal (incluindo a data e a paternidade de Jesus), da Páscoa e de outras regras do Cristianismo, terão sido decretadas no Primeiro Concílio de Niceia, ocorrido no ano 325 d.C. por iniciativa do imperador romano Constantino, baptizado posteriormente já no leito da sua morte... O grande objectivo era unificar as crenças e por consequência o império! (e isto já eu encontrei na enciclopédia de história universal)... Tudo coisas de homens, portanto...


MDC
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

...informação em movimento...

Oh pá, que giro!!! Há cada ideia por aí...
*
Então não é que alguém se lembrou de dar uma ajuda para a contagem decrescente!!! Certamente, a pensar na passagem de ano que se avizinha... 10... 9... 8... 7... e por aí fora até zeeeerrroooo... FELIZ ANO NOOOOVO!
*
Só acho estranho o sítio que escolheram para esta mini formação prática... Eu encontrei numa passadeira... Ou seja, estando eu a aguardar pelo sinal verde para os peões, assim que caiu, foi acompanhado pela contagem decrescente num painel imediatamente a baixo!!!
*
Eu nem queria acreditar!!! Então fui olhando e contanto (ou descontando) a sonhar com a próxima passagem de ano!
*
O que eu acho mal é o sítio onde escolheram colocar este incentivo ao exercício mental... numa passadeira!!!?? Não será motivo de distracção para os peões que, nesse momento deviam estar de olhos nos condutores apressados!?
*
A não ser... a não ser que tenham colocado a contagem para... nãããooo... nããoo pode ser!
MDC
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

...os deputados são seres humanos...

Às vezes é difícil acreditar no que se ouve... Ou pelo menos, na impassividade com que se diz...
*
O ex-presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, vem em público defender que, se deve acabar com os plenários na Assembleia da República à 6.ª feira, porque:
*
E agora, tenho que ir... É 6ª feira! E eu sou um ser humano!!!
*
(FONTE: 12 de Dezembro, TSF) ... MDC
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A Viagem do Elefante, de José Saramago

O meu elefante já chegou...

Foi um grande prazer literário, mais um... E, ao mesmo tempo, um exercício de raciocínio verbal, ginástica mental, como mais nenhum dos autores que li até hoje, me leva a accionar... Pelo menos desta forma perceptível... Ao ponto de, se fico muito tempo sem ler uma obra de Saramago, sentir para aqui um bocadinho do cérebro meio perro!!! E depois, quando no fim desse tempo, pego num livro de Saramago para ler, sinto-me passar claramente, por um processo de agilização mental ao longo das primeiras páginas, daquilo a que se chama "aquecimento", quando aplicado ao exercício físico...

E (talvez porque sou um bocado influenciável), até me sinto mais eloquente quando tenho um Saramago na cabeceira ou na mochila...

Espero que, neste Natal, mais viagens cheguem embrulhadas às vidas de cérebros disponíveis para abanar docemente, ao sabor dos passos do Salomão...

(ah, é verdade... e já sabem que o José Saramago também é bloguer!? Sim, sim... e assíduo! Espreitem O Caderno de Saramago)

MDC

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

...a teoria longe da prática....

*
Ou seja, houve seis deputados do PS que votaram favoravelmente o projecto do CDS-PP... Se a restante oposição estivesse completa (em número de deputados na sessão parlamentar), a suspensão passava!!! Sim, sim... Não é irónico!!!??
*
Eu acho isto o fim da picada!
*
É caso para dizer, falam, falam, falam, mas não os vejo a fazer nada!
*
Com que legitimidade é que, (pelo menos os deputados ausentes) vão continuar a apoiar os professores que estão contra a avaliação!?
*
Terá sido de propósito!? Para não dar os louros aos populares e tal!?
*
Ah... Vai na volta estavam a dar aulas... nas universidades, claro!
MDC
terça-feira, 2 de dezembro de 2008

...a herança das vacas...

Um homem com 3 filhos, tem na sua quinta 17 vacas...
*
Na velhice, declara que quando morrer as vacas deverão ser proporcionalmente distribuídas, consoante a dedicação de cada filho aos trabalhos da quinta...
*
Assim, os rapazes deverão dividir as vacas, de forma a que o filho mais dedicado, fique com 1/2 de x, para outro 1/3 de x e para o terceiro 1/9 de x...
*
Quantas vacas inteiras caberão a cada herdeiro!?
MDC